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13/10/2018

Bleach - Crítica por Lucas Arraes


    Ichigo é uma criança que descobre ter a capacidade de ver espíritos, logo após sua mãe morre misteriosamente, com o passar dos anos ichigo desenvolve suas habilidades até que um certo dia uma “ceifeira” chega em sua porta.
    Essa é basicamente a introdução do filme de Bleach, uma produção, que apesar de levar o selo, não é original Netflix. O longa aborda o tema do mangá escrito pelo autor e ilustrador Noriaki(Tite) Kubo, onde sua trama é resumida nos 8 primeiros volumes da série.
    Bleach tem uma introdução respeitosa, trazendo trechos do mangá para a telona, com breves tentativas de demonstrar uma qualidade técnica boa, breves pois em alguns momentos certas utilizações de ângulos ou mesmo câmeras estáticas demais poderão transmitir um certo incomodo, mas nada que tire a imersão do live-action.
    Quando o filme se estende para a trama consegue agradar muitos de seus fãs, respeitando a história original e adaptando de maneira agradável o seu universo, porém para alguém que embarque nesse universo de shinigamis e hollows pela primeira vez terá mais dificuldade de compreender alguns acontecimentos que simplesmente se tornam pouco explicados ou até mesmo sem explicações, dentro de uma expectativa de agradar os fãs o roteirista focou seus esforços nos aspectos narrativos já conhecidos pelos adoradores da série. Tendo conhecimento que a estória é voltada para um longa, o roteiro ainda peca em deixar tudo um pouco episódico, introduzindo personagens e sumindo com o mesmo dentro da trama enquanto ela por si só segue várias direções sem ter uma orientação principal.
Enquanto o roteiro não faz questão de agradar todo mundo, o figurino consegue mostrar um excelente trabalho, não só apresentando personagens que são totalmente absorvidos do quadrinho, mas também figurinos criveis que apresentam aquilo que o autor original da obra produziu no mangá, vale mencionar que as espadas que os personagens impunham são bem-feitas e realistas. 
    Quanto a parte gráfica, posso ser bem sincero que minhas expectativas eram baixíssimas para o filme, apesar de em sua maioria não transmitirem um real pavor que os hollows deveriam demonstrar, devido possivelmente ao fato de muitas cenas utilizarem ambientes urbanos e iluminação diária, fui surpreendido com criaturas bem reais e cenas convincentes. As cenas de combate ficaram razoáveis, nada de câmeras espetaculares ou planos muito ousados a coreografia no caso tenta fazer o possível dentro dos padrões genéricos e sem emoções de seu diretor.

    Por fim Bleach é um live-action que demonstra estar à frente de seu gênero, apesar de ainda não ser uma obra de qualidade e excelência digna de grandes premiações, o filme faz o que tem que ser feito e agrada o seu público principal, os fãs da série original.


BLEACH


Uma visão de um futuro agradável para adaptações de anime

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